A Dama Dourada (Woman in Gold)

A Dama Dourada (Woman in Gold). Dica. Na netflix. Drama. Filme baseado em fatos reais. Filme de trinunal. Filme jurídico. Filme de época. Filme histórico. Filme de guerra. Filme de família. Filme de arte.

A senhora judia Maria Altmann (Heleln Mirren) descobre que existe um quadro que pertenceu a sua família no museu austríaco de Belvedere. A obra foi roubada pelos nazistas, quando invadiram a sua casa, durante a segunda guerra mundial. Agora ela quer o quadro, que valhe 100 milhões, de volta. Não se trata de restituir o dinheiro, mas toda a honra da família.  A mulher no retrato de Klimt é Adele, tia de Maria.

Quem se junta a sua jornada rumo à restituição da segunda obra de arte mais cara do mundo é  Randy Schoenberg (Ryan Reynolds), um advogado quebrado, que larga tudo para desvendar o caso. Nas palavras de Maria: “Não tenho dinheiro para gastar com advogados chiques”. Mas o grande trunfo é que tanto quanto Maria, Randy também  tem algo a fazer pela memória de sua família, que foi vítima do holocauso. Ele é neto do famoso compositor Schoenberg e vai revisitando suas origens ao longo da história.

Junto com o caso jurídico nos tribunais acompanhamos as doloras memórias da invasão nazista na residência de uma família próspera e feliz. Há muita poesia na dor e no desejo de superação da dor.

Como se diz no filme: As obras de arte roubadas pelos nazistas são os últimos prisioneiros da segunda guerra mundial. Não se trata de uma fácil missão, como vemos nesse belíssimo filme, com personagens rais! É a arte imitando a vida, que imita a arte.

A beleza do quadro é estonteante, impressiona e me abriu os olhos para as obras de Gustav Klimt. 

Livro com as obras de Gustav Klimt, a venda na Amazon. Clique para ver.

 

www.cineinsghts.com

Lúcifer- dica de série de humor, romance e investigação policial

Série Lúcifer.Dica de série de humor, romance e investigação policial. Dica. Assistir na Netflix .

A série Lúcifer é excelente e tem milhões de fãs pelo mundo. Nela vemos humor, romance e investigação policial.

Música da série Lúcifer, para escutar enquanto lê este artigo: “Way down we go”:

Se o diabo se entediasse da vida no inferno pra onde ele iria? Para a terra, claaaaaaaro! Aqui há plena diversão. E a diversão de Lúcifer é descobrir os desejos ocultos das pessoas. Aquela coisa que nos move, e que não temos coragem de contar nem aos amigos mais ítimos. Lúcifer tem o poder de arrancar isso das pessoas, e de zombar desses desejos.

Na cena de abertura da série, Lúcifer Morningstar, um anjo que desceu À terra por se entediar da vida lá em cima (ou lá embaixo), é parado por um policial de trânsito. Lúcifer logo vai arrancando dinheiro da carteira. O guarda pergunta se Lúcifer está tentando suborná-lo. “Claro”- ele responde. Lúcifer tem a aparência de um homem, um gato, dono da boate Lux, mas na verdade é imortal e tem superpoderes ocultos.

“NO INÍCIO O ANJO LÚCIFER FOI EXPULSO DO CÉU E CONDENADO A GOVERNAR O INFERNO PARA SEMPRE. ATÉ QUE ELE DECIDIU TIRAR FÉRIAS…”

A terra é o lugar perfeito para umas férias do inferno. Aqui o espírito humano é palco para muita diversão. Nos identificamos com Lúcifer, pois temos esse aspecto amoral, de apenas querer diversão, ao punir culpados e desmascarar chalatões.

A sacada da série é mostrar como os seres humanos são capazes das coisas mais atrozes e irracionais por conta dos seus desejos. O desejo de ser famoso, de ser o primeiro, de ser o melhor nisso ou naquilo, de perder a virgindade, etc, etc. Os desejos ocultados podem, de fato, se tornar cegos regentes de nossas vidas, caso não soubermos vivê-los de modo apropriado.

Lúcifer se aproveita dessa fraqueza humana e gosta de castigar aqueles que ultrapassam os limites da maldade. Gosta de punir os culpados por crimes. É assim que ele conhece a agente da Polícia de Los Angeles, Decker. Por razões pouco convencionais Lúcifer acaba se tornando uma espécie de consultor de Decker. Se a polícia não tem os mecanismos de arrancar confissões ou desejos ocultos, Lúcifer certamente tem, e isso ajuda e muito na hora de resolver os crimes mais bizarros.

Outra característica do diabo caído é o sex appeal. Não há mulher na história de sua existência que não tenha resistido a ele. Mas parece que com Decker essa regra não funciona. Por mais que Lúcifer tente seduzi-la, não não. Impossível. A mulher parece ser indiferente aos apelos do bonitão.

Só o usa em serviço, para desvendar crimes. Isso vai intrigando cada vez mais o diabo. Ela diz claramente que nunca, jamais, fará sexo com ele. Por que os seus poderes não funcionam com Decker?

Parece ser a principal pergunta de Lúcifer, da série e nossa também. Nas próprias palavras dele:

“Eu tenho um efeito sobre as pessoas, é uma forma de arrancar os desejos profundos, revelando a verdade.

Funciona com todos. Exceto com Chloe Decker. Suspeito que esteja relacionado aos meus surtos de humanidade. “

O interessante é que Lúcifer vai se transformando ao longo do tempo. O diabo pode estar sendo contaminado pela humanidade!

A série é baseada na série de comic books escrita por Neil Gainman :))



Descobri uma adaptação do personagem de Lúcifer para o contexto brasileiro. Trata-se do livro de Tom Adamz e Jéssica Gomez. O livro se chama Lúcifer, A História Nunca Contada“:

Resenha de Lúcifer, A História Nunca Contada

Após milênios reinando no inferno, Lúcifer, o Príncipe das Trevas, retoma o seu mais engenhoso e antigo plano: conquistar a terra. Em meio as variadas opções, ele escolhe o Brasil como sede do seu futuro reinado. Há certo mistério envolvendo as terras brasileiras e uma garotinha cujo rosto ele vê em memórias: “…Estou orando por você, Lúcifer. Estou clamando seu perdão”.

A história de Lúcifer, por um brasileiro. 

Cinthia é uma mulher não muito bem sucedida, atolada em dívidas e, que corre o risco de ser despejada de sua humilde quitinete. Seguindo a indicação da amiga, Gisele, ela vê no misterioso Palácio que surgiu em São Paulo a oportunidade de conseguir um bom emprego e pôr a vida no lugar.

Ele é a sua provação. Ela é a sua remissão. Ele é o ódio. Ela é o amor. Eles são o casal mais improvável que haveria de surgir, mas até mesmo os céus torcem por essa união. Será Cinthia capaz de amolecer o coração sombrio de Lúcifer? Será Lúcifer capaz de conquistar o amor de sua donzela?

Em meio ao romance, há um campo de batalha se formando. Na ausência de Lúcifer, o inferno ganhou um novo comandante; seu nome é Baal e o seu objetivo é Cinthia. Quando Lúcifer, o Príncipe da Terra, se enfurecer, uns dirão que começou o apocalipse, outros, o fim. O mundo será envolto por uma batalha em que até os anjos se farão presentes! A razão? Uma mulher. Seu nome? Cinthia.

Filme Perdas e Danos (Damage) – Significados e simbologia

Filme Perdas e Danos (Damage)  Desejo e atração são sinônimos de amor? Em muitos casos, são exatamente o oposto disso. 

 

Best seller que inspirou o filme.

Estamos falando do envolvimento do ministro britânico Stephen Fleming (Jeremy Irons) e da misteriosa jovem Anna Barton (Juliette Binoche). Ele, já na maturidade, costumava ter uma vida “normal” até o fatal encontro com  Anna. Acontece que ela é namorada do seu filho Martyn (Ruppert Graves).

 

Os olhos de Stephen e Anna se encontram e, sem rodeios, na cena seguinte, seus corpos se entrelaçam, brigam, gemem. Sem diálogo, sem rodeios, está trancada a chave de um destinho do qual nenhum tipo de racionalidade é testemunha.

O filme é uma espécie de “terror romântico”, embalado pela bela e emocionalmente densa trilha sonora de Zbigniew Preisner.

Stephen é um político bem sucedido, pai de família. Seu filho Martyn, um editor executivo de jornal, é um rapaz doce e adorável.

São diversos encontros escondidos e jantares em família. Stephen e Anna escondem o affair de todos, menos da mãe dela, que conhecendo a filha e percebendo os olhares, alerta para que o ministro se afaste dela.

Ele tenta dar um basta, sem sucesso. Age como um viciado terminal. Não resiste quando Ana entrega a chave de um flat para que voltem a se encontrar. Acontece, que dessa vez, uma fatalidade acontece. O noivo de Ana, filho de Stephen presencia a cena incestuosa.

Aliás, a chave é uma simbologia forte no filme. A chave significa um conhecimento oculto. Algo não revelado.

chave perdas e danos.png
Imagem de abertura do filme. Percebe o formato de fechadura na sombra?

Muito se confunde desejo sexual com amor, mas há tantas outras coisas por trás do desejo, que nenhum tratado de psicologia poderia enumerar.

Parece que nessa compulsão Anna revive em loop o luto pela suicídio do seu irmão. Ela mesmo conta a que o irmão se matou com 16 anos por ser apaixonado por ela, a própria irmã. Uma tragédia que Anna certamente não digeriu e vive reproduzindo em seus relacionamentos. Até mesmo a mãe de Anna menciona em um jantar de família a semelhança entre Martyn e o irmão que se matou.

É a montanha russa de um desejo mortal.

Insight importante: para se conhecer as chaves ocultas do coração de alguém é preciso muito diálogo. E é preciso OUVIR, estar atento às pistas que revelam as reais intenções da pessoa com quem irá se relacionar. Interpretar esses sinais é fundamental. O desejo em si não basta. O desejo pode nos trair. Há muitos seres sedutores, como Anna, que procuram reviver seus traumas profundos nos relacionamentos. Tal qual um luto não vivido, passam a vida buscando o sentido daquilo que não foi compreendido, aceito, assimilado. No caso de Anna foi o suicídio do irmão, que se repetiu de outro modo com a morte de Martyn.

A cena que mais me surpreende no filme é aquela em que ela caminha tranquilamente pela rua após a tragédia final. Parece não haver sentimento qualquer de pesar em seus olhos. Essa dormência dos sentimentos vem de tristezas mal trabalhadas, principalmente na infância e na juventude. Anna se sente avassalada pela morte do irmão. Não superou. Não aceitou. Se culpa por isso. Essa tristeza não desvendada pode ser extremamente sedutora.

A grande lição que tiramos é que devemos estar atentos aos nossos impulsos. Eles podem ser traidores. O amor é algo superior aos sentimentos românticos, é uma descoberta pra além do desejo. O sexo é algo sagrado, que deve ser parte de uma construção gradual chamada relacionamento. Urge revermos em nossa sociedade a relação entre os conceitos de amor, desejo e prazer. Há muita confusão a ser trabalha e esclarecida, para convivermos e evoluirmos de forma mais saudável.

Nas palavras da própria Anna:

                

Lembre-se de que pessoas machucadas são perigosas. Elas sabem                                           que podem sobreviver.

                                                               “

O filme é baseado no bestseller Perdas E Danos, de Josephine Hart. Tanto quanto o filme, o livro é uma obra prima para compreendermos um pouco mais sobre os caminhos sinuosos do espírito humano.

Trilha de Zbigniew Preisner:

                                       

SÉRIE MINDHUNTER/ CAÇADOR DE MENTES #1- INSIGHTS

MINDHUNTER. CAÇADOR DE MENTES. SÉRIE DE SUSPENSE. ASSUNTO: INVESTIGAÇÃO, SERIAL KILLER, FBI, SUSPENSE. TEMPORADA 1. EPISÓDIO 1. ASSISTA NA NETFLIX. 

Livro que inspirou a série

Assassinos e psicopatas nascem assim ou são frutos das circunstâncias? Quais são as motivações para crimes terríveis? Quem são essas pessoas? O que se passa em suas mentes? E por que fazem coisas como matar mulheres, arrancar os seus seios, congela-los e transar com seus cadáveres? Há algo de errado com a sociedade?

 

São perguntas que passam a fazer parte da vida do agente especial do FBI, Holden Ford, personagem principal da série Mindhunter, da Netflix. Já se imaginou em uma cela batendo um papo com um serial killer?

Pois é. Fascinante. Gostei tanto da série, que quase pude sentir o cheiro da conexão com outras duas obras que adoro “Clube da Luta” e “O Homem que não amava as mulheres”. Em comum entre elas temos a assinatura do genial David Fincher. O que distingue os trabalhos de Fincher é a força dos seus personagens. E assim, logo pude me envolver pelo agente Holden Ford, assim como me envolvi por  Lisbeth Salander e Tyler.

Voltando ao episódio piloto de MindHunter. Logo no início, um homem que fazia uma mulher refém explode a própria cabeça depois de dizer que era invisível. Por que invisível? Por que ele se sentia invisível? Você já se sentiu invisível? Bom, todos nós temos essa necessidade de sermos vistos pelo que realmente somos. Se você já se sentiu menos importante do que alguém ou simplesmente ignorado, você deve saber em pequeníssima escala o que sente alguns psicopatas. A diferença talvez seja a dimensão disso.

Uma cena chocante e incrível que é o mote do que vem a seguir.

Holden, que até então trabalhava no departamento de negociação de reféns não conseguiu evitar aquela morte. Após o fato, é realocado pelo chefe para dar aulas.

A série se passa na década de 70, época de mudanças aceleradas. Assassinatos em série e crimes relacionados à psicopatia começavam a crescer e a serem cometidos por pessoas desconhecidas pela vítima.

Apesar da sofisticação do problema, a polícia em geral ainda acreditava piamente que um assassino nascia assassino e ponto. Ainda há pessoas no século XXI que acreditam nisso. E aí está a estrada de conhecimento que a série abre. A hipótese pouco contribuia na hora de negociar com refens ou investigar crimes em série. Está lançada a saga de Holden.

Para mim há um elemento que distingue um personagem excepcional de um personagem apenas bom. O excepcional tem a rara habilidade de conciliar correntes de pensamento ou grupos sociais antagônicos.

Ele encontra o caminho do meio.

Ouve a todos, mas escuta a si mesmo. É o próprio Holden. Nesse caso ele uniu norte e sul ao trazer  o pensamento acadêmico à realidade prática das investigações criminosas. Vai à universidade e traz as teorias da psicologia criminal contemporânea aplica para o FBI. Vai ganhando espaço com o chefe, que de início desconfia de suas intenções. Sua busca está além de qualquer fanatismo ou da visão de certo e errado.

Um marco da jornada de Holden é a noite em que conhece Debbie, uma estudante de sociologia. Ela vai abrindo a sua mente para aquilo que o seu coração já havia intuido.

Sim. O insight de Debbie sobre Durkheim foi uma pista para que Holden prosseguisse questionando.

Quando tenta convencer um dos seus professores da universidade a falar a um grupo do FBI, Holden recebe um não. Por que será? O que há de errado com esses hippies acadêmicos? Acham que o FBI os perseguem o tempo todo? Acham que merecem toda essa atenção?

Então Debbi menciona que a desconfiança dos hippies pode ter a ver com a suposta perseguição do FBI contra John Lennon e Yoko.

Outra referência do episódio é a ida ao cinema com Debbie. Eles assistem “Um dia de cão”, de Tarantino, um clássico de 1975. Os diálogos de Debbie e o protagonista são muito bem escritos, e revelam maturidade e racionalidade de dois jovens brilhantes e com visões complementares da vida.

Mas a reviravolta na vida de Holden estava pra chegar. E chegou assim que conheceu o agente especial de ciência comportamental Bill Trench, que o convida para uma missão que tem tudo a ver com seus questionamentos. Enxergo uma clara referência a Sherlock Holmes e Watson na parceria deles. Era tudo o que Holden precisava pra manter a chama da curiosidade acesa.

Para encerrar os meus comentários sobre essa série de tirar o fôlego resta falar da citação de Holden a Freud, Dostoyevsky e Shakespeare e às obras Crime e Castigo e ALém do Princípio do Prazer. Segundo ele, grandes mentes da nossa história que se fascinaram pelos caprichos do comportamento (humano).

Por que nos comportamos assim? “Esse o playground dos grandes pensadores”. Parece ser também o playground do criador da série mindhunters, John Penhall , do produtor David Fincher e do escritor do livro em que é baseada a série, John E. Douglas.

Desvendar a mente de psicopatas é um assunto de interesse público hoje em dia. No Brasil, um bestseller no assunto é o livro Mentes Perigosas. O Psicopata Mora ao Lado.Obras escritas a centenas de anos não cansam de inspirar novos autores, pensamentos contemporâneos e séries de TV. Vale beber da fonte de Holden e dar uma passado por Fiódor Dostoiévski: Crime e Castigo e Além do Principio de Prazer.

Holden sabe que é ensinando que se aprende, e é aprendendo que a gente, de repente, ensina.

Iremos escrever mais sobre insights de outros episódios da série.

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The Story of Diana- Documentary Series

Documentary. Series. 2 episodes. 2017. Watch on Netflix.

An aristocratic girl, named after a hunting queen, who became a charming princess, who became paparazzi’s hunt in the 1980s, became a humanitarian symbol, who became the woman betrayed by Prince Charles, who became a traitor , who became the divorced princess, who remained the media’s sweetheart who became a feminist, who claims to have found love, who was killed in a controversial car crash.

These are some episodes of the life of the Princess of Wales.

In the documentary, Diana’s brother, Earl Spencer, tells some details that only a brother can speak about with authority.

Diana was a worldwide phenomenon. In the pre-internet era, magazines and tabloids led the formation of opinion and public. As it is said in the documentary, a single photo of Diana could be sold for up to 500 thousand dollars. The image of the princess was worth a lot of money. It was a real treasure hunt. Full plate.

This well known, but how was it that the princess came to be a symbol of liberation for women? What did her brief life represent for this world? How did she become a princess? Was she ever happy with the prince?

As a teenager, Diana was inspired by Barbara Cartland’s romantic fiction books. “The virgin bride. The handsome groom. Future king. Future queen. They may have given her the wrong idea of real life. ” In this case, life seems to have imitated art and Diana materialized into the royal character of Cartland when she became the Princess of Wales. For an immersion in the world of Barbara Cartland read “The Devilish Seductress”. Or even “Revenge of the Heart.” Cartland has published more than 700 novels following the line of romantic fiction. She has been one of the world’s most prolific writers.

Another thing draws attention in the story of Princess Diana: the sad childhood, marked by the absence of the mother, who was forced to separate from her children after a story of betrayal. Bert Hellinger, the creator of constellation therapy, argues that we tend to honor our rejected relatives. As Bert says, our mother and our success are connected. Hellinger describes this thought in the book The Orders of Love. Following this reasoning, Diana may have unconsciously honored her mother by repeating and expanding her fate. Not only is there a physical resemblance between them, but also the experience of a destiny involving unfaithful marriage and flight in search of love.

The documentary argues that Charles always loved Camilla, a girlfriend he met long before Diana. He just would not have married her, because the rules of the royal family dictated that the union should be with a virgin woman. Diana fulfilled all the royal requirements, but not those of Charles’s heart. According to the princess, the marriage has always been a triangle, a fact of which the princess was getting more and more angry about.

After the inevitable divorce, Diana would have gone in search of true love with the Egyptian businessman Dodi al-Fayed, the son of an Egyptian billionaire. The two died in a controversial car crash. Dodi’s father told the press that he intended to ask Diana to marry her and that she was pregnant at the time of her death. The information remains obscure. The best-seller “Diana – the last love of a princess” reveals more details of these facts. Maybe it was too late.

I do not think Charles counted on such audacity of a brave princess. Wrong pitch.

The Story of Diana- A História da Princesa Diana.

If you want to read this article in English click here.

Por Fernanda Gaiotto Machado.

Documentário. Série. 2 episódios. 2017. Assista clicando aqui.

Uma menina aristocrata, que leva o nome de uma rainha caçadora, que se tornou encantadora princesa, que se tornou caça de papparazi na década de 80, que se tornou símbolo humanitário, que se tornou a mulher traída pelo príncipe Charles, que se tornou traidora, que se tornou a princesa divorciada, que se manteve a queridinha da mídia, que se tornou símbolo feminista de libertação, que diz ter encontrado o amor, que foi morta em um acidente de carro polêmico.

Esses são alguns episódios da vida da princesa de Gales, a eterna querida das mulheres dos anos 80.

No documentário, o irmão de Diana, Earl Spencer, conta alguns detalhes que só um irmão pode falar com autoridade

Diana foi um fênomeno mundial. Em uma era pré-difusão da internet as revistas e tablóides lideravam a formação de opinião e de público. Como é dito no documentário, uma única foto de Diana poderia ser vendida por até 500 mil dólares. A imagem da princesa valia muito dinheiro. Era uma verdadeira caça ao tesouro. Prato cheio.

Isso a maioria já sabe, mas como foi que a princesa chegou a ser um símbolo de libertação para as mulheres? O que a sua vida breve representou para esse mundo? Como ela se tornou princesa? Algum dia ela foi feliz com o príncipe?

Na adolescência Diana foi inspirada pelos livros de ficção romântica de Barbara Cartland. “A noiva virgem. O noivo bonito. Futuro rei. Futura rainha. Podem ter dado a ela a ideia errada da vida real”. Nesse caso, a vida parece ter imitado a arte e Diana se materializou em personagem real de Cartland, ao se tornar a princesa de Gales. Para uma imersão no mundo de Barbara Cartland leia “A Sedutora Diabólica”.  Ou ainda “Vingança do Coração”. Cartland publicou mais de 700 romances seguindo a linha de ficção romântica.

Outra coisa chama atenção na estória da princesa Diana: a infância triste, marcada pela ausência da mãe, que foi obrigada a se separar dos filhos após uma estória de traição. Bert Hellinger, criador da terapia de constelação, defende que tendemos a honrar nossos familiriares rejeitados. Como diz Bert, nossa mãe e nosso sucesso estão ligados.  Hellinger descreve esse pensamento no livro As Ordens do Amor. Seguindo esse raciocínio, Diana talvez tenha, inconscientemente, honrado a mãe, ao repetir e ampliar seu destino. Não só existe a semelhança física entre elas, mas também a vivência de um destino que envolve casamento infiel e fuga em busca do amor.

O documentário argumenta que Charles sempre gostou de Camilla, uma namorada que conheceu muito antes de Diana. Só não teria se casado com ela, porque as regras da família real ditavam que a união deveria ser com uma mulher virgem. Diana preenchia todos os requisitos reais, mas não os do coração de Charles. Segundo a princesa, o casamento sempre foi um triângulo, fato do qual a princesa foi se enfadando cada dia mais.

Após o inevitável divórcio, Diana teria ido em busca do amor verdadeiro com o empresário egípcio Dodi al Fayed , filho de um bilionário egípcio. Os dois morreram em um polêmico acidente de veículo. O pai de Dodi revelou à imprensa que ele pretendia pedir Diana em casamento e que ela estaria grávida do empresário. As informações, até hoje, permanecem obscuras. O best-sellet “Diana- o último amor de uma princesa” revela mais detalhes desses fatos. Talvez tenha sido tarde demais.

Acho que Charles não contava com tamanha audácia de uma humilde e corajosa princesa.

 

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